quarta-feira, 9 de março de 2016

Doce desatino

Um vórtice de pensamentos contorna a minha mente a todo instante. Nas ideias mais banais, aí está ela fomentando a minha imaginação.

O seu ente enraizou no meu inconsciente e o seu caule exsurgiu monumental.

A droga mais acirrante não logra afervorar tanta serotonina. É mais que o corpo humano pode suportar, no entanto estou ávido. Anseio por mais e mais, uma superdose!

Entre a realidade e o devaneio me enredo, contudo mantenho o passo aligeirado. Descubro novas cores e sabores, novos mundos e galáxias.

A doença mais funesta é anestesiada e silenciada: que tão milagrosa medicina!

Uma nova camada de pele sobrepõe a minha e me ampara de qualquer contradição.

Os lençóis se incendeiam com desmesurada sinergia. As chamas sobrepujam o meu campo visual, e contemplo, maravilhado, este doce desatino.

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