quarta-feira, 25 de maio de 2016

Vejo

Vejo, por entre o vidro da porta,
a luz refletir no asfalto embebido.
O céu já não verte água.
A rua é macambúzia, nostálgica.
Meus olhos contemplam o chão rutilante;
entanto, a minha mente transita
por tempos desconexos
no decurso de um átomo.

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